MODALIDADES DE INSCRIÇÃO

LISTA DE SIMPÓSIOS

1) ENSINO DE LÍNGUA E LITERATURA: MÚLTIPLOS DIÁLOGOS
Este simpósio visa reunir apresentações de comunicação que problematizem a relação entre ensino de língua portuguesa e literatura na escola básica. Nesse sentido, interessam os trabalhos que tenham como foco os seguintes temas: a) o ensino de texto literário nos livros didáticos; b) as práticas de ensino do professor da educação básica no ensino da língua portuguesa e literatura; c) o texto literário e o ensino da leitura e escrita; d) metodologias de ensino de língua portuguesa e literatura. A partir desses eixos, que desdobram o objetivo do simpósio, pretendemos discutir como tem sido realizado o ensino da língua portuguesa e literatura e, consequentemente as concepções teóricas e/ou metodológicas que se têm firmado na escola a partir da formação do professor. Espera-se, com isso, fomentar a discussão sobre ensino de língua e literatura e também a interface entre ambas e a formação de professores; problematizar a fragmentação do ensino da língua portuguesa e literatura na escola básica – que, muitas vezes, apresenta-se dividida entre aulas de gramática, literatura e produção de textos – e as dificuldades que essa fragmentação gera para se pensar a aula de língua portuguesa e literatura à luz das concepções que defendem que a escola precisa ser um lugar em que alunos e professores devem debruçar sobre textos.
2) DIVERSIDADES E LINGUAGEM
A Diversidade como ação, efeito ou produto das diferenças, da pluralidade e das múltiplas formas de percebermos e dizermos que o mundo é o eixo articulador deste simpósio temático. Diversidade Cultural, Étnica-racial, sexual, cultural conformam a linguagem e a língua em dimensões sociais, econômicas, históricas, e, inclusive, morfológicas. A epistemologia feminista confronta o lugar da linguagem na subjetividade e nas diferenças. O androcentrismo teórico, caracterizado pelo colonialismo e, sobretudo, pela branquitude são elementos que cabem à linguagem pensar, repensar e recriar. As narrativas de si, os feminismos os Estudos culturais, dentre outros, são os eixos de interdisciplinaridade com campo da língua e da linguagem que serão debatidos neste simpósio. A linguística Queer, o Multiculturalismo, as relações étnico-raciais e as negritudes, os estudos de gênero, do mesmo modo a linguagem como campo amplo de interrelações, aproximações e diásporas com as diversidades e os direitos humanos.
3) ANÁLISE DO DISCURSO
O simpósio em Análise do Discurso é um espaço de apresentação de trabalhos que problematizem os processos de construção de textos e discursos. Isso compreendendo que primeiro é o resultado de uma ação ou prática social, enquanto o segundo é o produto da atividade discursiva que toma como a produção discursiva e os efeitos de sentido da construção sobre a qual o analista pode buscar, em sua superfície, as marcas que guiam a investigação científica. A ideia é criar espaço para os trabalhos que compreendem toda produção discursiva como uma construção social, refletindo sobre uma visão de mundo vinculada aos pesquisadores filiados às diferentes abordagens dos estudos discursivos que problematizam os sujeitos e a sociedade em que vivem a partir do contexto histórico-social e de suas condições de produção.
4) LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS
O ensino e a aprendizagem de uma língua estrangeira, já, há muito, ocupa a atenção de pesquisadores que se indagam sobre como os aprendizes, tornando aquilo que lhes parece, inicialmente, tão estranho em algo, familiar, aprendem uma língua estrangeira, recordando-nos do Unheimliche de Freud (1919) que, por sua vez, nos reporta à existência de uma estranheza psíquica. Assim, as pesquisas mais recentes sobre o ensino e a aprendizagem de línguas estrangeiras tomam como pressuposto que essa aprendizagem requer do aluno uma demanda psíquica considerável, uma vez que ele está sujeito a sofrer deslocamentos identitários ao se defrontar com uma língua outra. O interesse nesse aluno se volta para como se configuram os fatores que estão em jogo no(s) processos de identificação pelos quais passa esse aprendiz ao entrar em contato com discursividades diferentes daquelas da sua língua materna. É sob essa óptica que se torna produtivo falar em sucesso (ou não) no processo de ensino e de aprendizagem de uma LE, dado que tal óptica possibilita problematizar, dentre outros aspectos, teorias de aprendizagem e metodologias de ensino. Essa problematização se viabiliza, possibilitando outros olhares, porque é feita pela via de estudos que levam em conta questões relativas à constituição identitária do aluno, considerando, assim, que o processo de ensino e aprendizagem pressupõe a (re)significação de sua identidade e, em decorrência, dos processos implicados na complexidade de se ensinar e de se aprender uma LE. Sob essa óptica, esse Simpósio propõe discutir trabalhos de pesquisa que levam em conta essa perspectiva do processo de ensino e de aprendizagem de línguas estrangeiras, problematizando suas implicações para a sala de aula, para a prática do professor e para a sua formação docente, dentre outros aspectos que esse olhar outro possa elucidar.
5) TEXTO E ENSINO
O ensino de língua portuguesa, no Brasil, vem ao longo de sua história sofrendo algumas modificações em relação às perspectivas teóricas que o sustentam. Mais atualmente, desde a década de 1980, publicações como a organizada por Geraldi (1984), tendo como base a concepção sociointeracionista da linguagem, vêm alardeando que o texto seja tomado como objeto de ensino, não só para a leitura e a escrita/oralidade, mas também para o ensino de gramática (análise linguística). Mas, nesses mais de trinta anos, em muitas escolas brasileiras, principalmente nas públicas, ainda é comum o texto ser usado apenas como pretexto para o ensino de nomenclaturas e de regras gramaticais, que em quase nada auxiliam o aluno na reflexão sobre esses mecanismos linguísticos e sua importância para a leitura e a produção textual. Além disso, em muitos casos, a falta de dialogismo (no sentido bakhtiniano) nas atividades que envolvem a escrita/oralidade na escola tem tornado a produção textual algo insignificante. Isso se deve porque, geralmente, o texto que o aluno produz só tem serventia para o professor corrigir os problemas superficiais (como pontuação e ortografia) e lançar uma nota ou conceito, sem que isso proporcione um momento de interação verbal. No entanto, conforme Geraldi (2007), é preciso que o ambiente escolar se torne um local onde as práticas de linguagem se desenvolvam verdadeiramente, sendo o texto, com isso, o produto dessas produções discursivas. Deve-se mencionar também que durante muitos anos o nosso ensino de língua materna esteve pautado numa classificação geral dos textos, ou seja, na concepção das tipologias que, muitas vezes, não refletem a classificação de determinados gêneros, devido a sua pluralidade tipológica. Com isso, nosso tratamento ao texto em sala de aula esteve bastante voltado para as tipologias textuais clássicas: narração, descrição e argumentação. No entanto, a partir dos anos de 1990 documentos oficiais que regem nosso ensino, como Os parâmetros Curriculares Nacionais, passaram a preconizar que, na sala de aula, o texto deve ser trabalhado numa perspectiva discursivo-enunciativa. Nesse sentido, as orientações pautadas nas tipologias e no ensino monológico passam a dar lugar aos gêneros textuais/discursivos e à dialogia na sala de aula. O ensino de linguagem, com base nos gêneros, necessita de uma verdadeira mudança teórica e prática por parte da escola e dos professores. E isso se deve porque trabalhar numa perspectiva dialógica exige mais tempo para o professor preparar suas aulas, requer que o ambiente escolar disponha de mais recursos e, também, exige dos alunos uma mudança de perspectiva em relação à leitura e à produção textual. E é justamente em meio a discussões de mudança e outras possibilidades para o trabalho com gêneros textuais em sala de aula que se enquadra esse simpósio.
6) LITERATURA, ESTUDOS CULTURAIS E ESTUDOS PÓS-COLONIAIS
O eixo “Literatura, Estudos Culturais e Estudos Pós-Coloniais” compreende as discussões relativas aos textos literários em sua interface com os mais variados meios culturais, bem como as discussões sobre a literatura de países periféricos ou de identidade fronteiriça (produto das mais diversas transumâncias). Também se enquadra nesse eixo a relação entre Literatura e oralidade, quer em nível teórico quer em nível crítico-analítico, bem como as discussões sobre definição e redefinição do cânone literário.
7) LITERATURA, HISTÓRIA E MEMÓRIA
O eixo “Literatura, História e Memória” compreende toda e qualquer discussão sobre as produções testemunhais e memorialísticas, as biografias e as chamadas escritas de si, o conceito de autoficção, os limites epistemológicos entre ficção e História, a relação entre Literatura e Arquivo, bem como a relação entre Literatura e Jornalismo (quer em termos de patrimônio cultural, quer em termos de pesquisas a partir de jornais).
8) LITERATURA E OUTRAS ARTES
O eixo “Literatura e Outras Artes” aborda a relação comparativa entre a Literatura e os mais diversos meios artísticos (pintura, cinema, fotografia, gravura, arquitetura, teatro, etc.), quer seja através de uma discussão estético-semiótica, quer seja através de discussões das obras como produtos culturais.
9) LITERATURA BRASILEIRA E ESTRANGEIRA
O eixo “Literatura Brasileira e Literatura Estrangeira” compreende os artigos (articulados num debate teórico, comparativo e/ou crítico-analítico) sobre produções literárias em língua portuguesa ou em língua estrangeira, independentemente da época ou do gênero textual em que foram produzidas. Correspondem também a esse eixo os textos que abordam o conceito de Literatura Brasileira e/ou de outras nações.
10) ESTUDOS (MORFO)SSINTÁTICOS E LEXICAIS
Os estudos do léxico e da sintaxe do português brasileiro têm se avolumado em diferentes perspectivas no Brasil, sobretudo quando se considera a importância da relação existente entre esses dois níveis de análise linguística para a produção de sentido e de usos de uma língua pelos diferentes tipos de usuários e espaços sociais (ILARI, 2012). Dentre as temáticas que podem ser trabalhadas dentro desse espectro sintaxe e léxico, é possível observar temas como: aquisição da lingua materna e estrangeira, estrutura morfológica e sintática das palavras utilizadas por diferentes grupos sociais, fenômenos morfossintáticos como a preservação ou apagamento de formas morfológicas e sintáticas que indicam aspectos gramaticais das línguas naturais, a ambiguidade e outros efeitos de sentido nas orações, processos morfológicos e sintáticos de criação de palavras, a gramaticalização entre outros temas que têm sido objeto de pesquisas produzidas por diferentes pesquisadores do Brasil e de outros lugares do mundo. No que se refere à língua portuguesa, graças a esses estudos, tem sido possível perceber as características lexicais, morfossintáticas e pragmáticas do português do Brasil e de outros países lusófonos e tem possível criar subsídios tecnológicos educacionais a partir dessas pesquisas. Fora esses aspectos, é interessante notar também os campos de estudos que se preocupam com essas temáticas, como a Dialetologia, a Sociolinguística, a Linguística Aplicada, a Pragmática, a Linguística Textual entre tantos outros campos de estudos que têm tomado essa relação como um objeto de estudos para explicar muitos dos fenômenos existentes nas diferentes línguas naturais. Buscando dar visibilidade a esses diferentes trabalhos e criar um espaço de discussão em que se possa entender melhor como se dá no cotidiano essa relação e como cada campo se apresenta nos usos individuais e coletivos dos usos da língua por parte dos diferentes grupos de falantes em diferentes situações sociais, este simpósio recebe trabalhos na área do léxico da sintaxe em suas diferentes perspectivas de análise dos fenômenos da linguagem natural. O Simpósio recebe propostas de trabalhos originárias de pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado de pesquisadores das diferentes instituições de ensino do Brasil e fora dele que tenham como objeto de estudos o léxico e/ou a morfossintaxe do português brasileiro, podendo ser apresentadas propostas de estudos de perspectivas do português brasileiro com outras variedades do português ou outras línguas naturais.

Palavras-chave: Léxico. Sintaxe. Estudos Linguísticos. Português.
11) SOCIOLINGUÍSTICA
Este simpósio tem o objetivo de promover discussões sobre fenômenos de variação linguística presentes em diferentes contextos socioculturais do português brasileiro e línguas nativas do território brasileiro. Dessa forma, pretende-se receber trabalhos que abordem a variação linguística na perspectiva da Sociolinguística Variacionista, da Sociolinguística Interacional, da Sociolinguística Educacional, da Dialetologia, da Lexicologia, da Terminologia e da Etnolinguística, resultantes de investigações em diferentes comunidades de fala. A ideia é compartilhar conhecimentos da área que engloba a pesquisa sociolinguística e incentivar a discussão entre professores, estudantes e pesquisadores interessados na variação linguística enquanto manifestação verbal e cultural das diferentes formas linguísticas possíveis ao uso dos falantes, dentro das respectivas variedades linguísticas que estes adotam em sua comunidade de fala.
12) A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES DA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO E APRENDIZAGEM NAS ESCOLAS
A inclusão de estudantes com deficiência no ensino regular é um tema que abrange os estudos com enfoque na análise reflexiva da qualidade do ensino e da aprendizagem que busca a melhoria do desempenho escolar dos alunos. Destaca-se, no contexto da educação de pessoas com deficiências, a importância do olhar para os diferentes discursos que constituem as práticas diárias dos professores frente aos desafios da escola inclusiva. Haja vista a priorização e o direito de qualquer estudante à aprendizagem, o desafio da instituição escolar ultrapassa o ato de ensinar, mas também de fazer o discente aprender. Nesta acepção, a escola passa a ser vista como uma instituição social democrática responsável pelo processo de ensino e aprendizagem, como um espaço acessível a todos, de interação e construção do conhecimento. A partir da perspectiva, o presente simpósio objetiva discutir sobre a educação inclusiva e o processo de ensino e de aprendizagem na educação formal e informal. Serão aceitos trabalhos que apresentem um olhar crítico e reflexivo acerca do contexto da Educação Inclusiva no cenário nacional e internacional, que abordem os desafios da política de inclusão como parte de um novo paradigma educacional. Nesse contexto, partimos da premissa de que tais impasses não podem ser resolvidos por meio de pequenos ajustes ou por simples adaptações curriculares na escola, mas mediante elaboração e efetivação de políticas públicas educacionais e de diferenciados projetos de integração entre a escola, os alunos e a sociedade como um todo.

NORMAS DE PAGAMENTO E INSCRIÇÃO

Antes de efetuar inscrição, LEIA ATENTAMENTE as instruções abaixo:

Apresentação de Trabalho

1) Se desejar apresentar Trabalho, verifique antecipadamente em qual dos eixos de Simpósio sua proposta se encaixa.

2) Uma vez verificada a adequação entre a proposta pessoal e o Simpósio desejado, preencha corretamente a página de inscrição, tendo cuidado especial com o E-MAIL e o CPF, a fim de evitar problemas posteriores no acesso à página pessoal.

3) Uma vez preenchida a ficha de inscrição, aguarde o coordenador do Simpósio indicar o aceite ou não da proposta inscrita. Observação importante: não efetue pagamento antes de seu trabalho ter sido confirmado como aceito (o evento não devolverá valores que tenham sido depositados erroneamente).

4) Depois de assegurada a inscrição de sua proposta, efetue, na conta abaixo, o depósito do valor correspondente à categoria Com Apresentação de Trabalho, de acordo com seu nível de titulação (vide tabela disponível na aba Valores):

Banco do Brasil
Agência 0163-5
Conta Poupança: 27396-1 Variação 51
Titular: Franco Baptista Sandanello

5) Após o pagamento, acesse o link login no site do CONIL por meio do CPF e senha cadastrados e anexe o comprovante de pagamento da tacha no espaço referente à quitação do valor da inscrição. Verifique se está anexando o documento exato.

6) Não serão considerados, como Comprovantes Bancários, depósitos feitos por agendamento tampouco aqueles efetuados em caixa eletrônico via envelope.

7) Uma vez efetuado o pagamento da(s) taxa(s), será preciso anexar cópia do Comprovante de Depósito no site do II CONIL, na página pessoal do inscrito.

8) Tendo sido confirmado o depósito, a Comissão destacará a informação "inscrito" na página pessoal do participante.

Ouvintes [ou seja, sem Apresentação de Trabalho]

1) Efetue, na conta abaixo, o depósito do valor correspondente à categoria Ouvinte, de acordo com seu nível de titulação (vide tabela disponível na aba Valores):

Banco do Brasil
Agência 0163-5
Conta Poupança: 27396-1 Variação 51
Titular: Franco Baptista Sandanello

2) Não serão considerados, como Comprovantes bancários, depósitos feitos por agendamento tampouco aqueles efetuados em caixa eletrônico via envelope.

3) Uma vez efetuado o pagamento da taxa, preencha corretamente a página de inscrição, tendo cuidado especial com o E-MAIL e o CPF, a fim de evitar problemas posteriores no acesso à página pessoal.

4) No momento da inscrição, anexe a cópia do Comprovante de Depósito bancário.

5) Tendo sido confirmado o depósito, a Comissão destacará a informação "inscrito" na página pessoal do participante.

Minicurso

1) Nesta edição, os minicursos fazem parte da programação; por isso, ao realizar a inscrição, todos deverão indicar o minicurso do qual desejam participar durante o congresso, sem custo adicional.