1. SIMPÓSIO DE LITERATURA E ARTES PLÁSTICAS

Prof. Dr. Fábio José Santos de Oliveira (UFMA)
Prof. Dr. Franco Baptista Sandanello (AFA)

RESUMO: Os estudos tradicionais sobre a relação entre a Literatura e Outras Artes quase sempre põem em movimento um campo terminológico movido pelo ut pictura poesis (“a poesia é como uma pintura”) de Horácio (65 a.C-8 a.C.), ou o paragone do Renascimento, ou a fusion des arts de Delacroix (1798-1863), ou a ekphrasis retórica, entre outros. Quase sempre esses estudos têm como foco de pesquisa a relação entre o texto literário e a pintura. Atualmente, o pesquisador que lida com a relação interartes tem diante de si um amplo espectro de possibilidades epistemológicas e hermenêuticas, mesmo em se tratando de objetos que alguns considerariam tradicionais e ultrapassados. Levando em conta essa importância que os estudos interartes têm apresentado ao longo da história e ainda apresentam na contemporaneidade, o Simpósio de “Literatura e Artes Plásticas” pretende acolher estudos teóricos e/ou crítico-analíticos sobre a Literatura e alguns meios plástico-visuais (pintura, gravura, desenho, fotografia, xilogravura e arquitetura), quer seja através das tradicionais discussões estético-semióticas, quer seja através de discussões das obras como produtos culturais. Ressalta-se que o Simpósio avaliará apenas as propostas em que conste efetivamente no mínimo uma obra literária, consagrada ou não pela crítica.

2. LITERATURA E NOVAS MÍDIAS

Prof. Dr. Dilson César Devides (UFMA)

RESUMO: Muitas são as discussões acerca do que seja literatura e de suas materializações. As últimas décadas viram surgir manifestações artísticas, ditas literárias, em vários suportes. Para além da TV e do cinema, considerados hoje mídias tradicionais, o literário passou a se manifestar pela internet, sobretudo via computador e dispositivos móveis, fazendo-se presentes nos enredos de videogames e de narrativas transmídias. Assim, este simpósio pretende receber trabalhos que discutam as relações entre literatura e as novas mídias e seus processos narrativos tais como adaptações, roteiros, argumentos e demais aspectos que tratem das alterações pelas quais as instâncias literárias têm passado para materializarem-se em novos suportes.

3. UMA ABORDAGEM SOCIOLÓGICA/FILOSÓFICA DA TECNOLOGIA A PARTIR DAS LINGUAGENS CINEMATOGRÁFICA E DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

Prof. Dr. Joao Caetano Linhares (UFMA)
Prof. Dr. Jorge Luiz Feitoza Machado (UFMA)

RESUMO: O presente simpósio tem o objetivo de suscitar discussões e reflexões, tomando como referências as áreas do conhecimento sociológico e filosófico, sobre a temática da tecnologia e suas possibilidades de abordagem. Tanto a linguagem do cinema, como produções conhecidas por histórias em quadrinhos (HQ’s), concentram estratégias narrativas e/ou descritivas sobre questões de relevância observadas na dinâmica de vida em sociedade. Ambas possibilidades de linguagem são constituídas de códigos próprios da comunicação que informam processos de transformações intervenientes nas práticas, concepções, valores, comportamentos e crenças produzidos socialmente. Nossa proposta de simpósio consiste então em identificar e refletir sobre as possibilidades de abordagem, privilegiando o cinema e histórias em quadrinhos, como suportes ou códigos que oportunizam interpretações ancorados no repertório teórico da sociologia e da filosofia.

4. HOMOAFETIVIDADES E MÍDIAS: representações literárias e em outras linguagens

Profº Dr. Rubenil da Silva Oliveira (UFMA)

RESUMO: Este Simpósio agregará trabalhos que discutam as representações das homoafetividades masculinas e femininas na literatura em seus vários gêneros, televisão, revistas, cinema, jornais e até mesmo na internet, inclusive nas produções de cunho homoerótico e pornográfico. Além de considerar os diversos meios de difusão das representações das identidades homoafetivas, pois esses veículos por pretenderem a conquista e/ou terem diferentes públicos adotam, também, diferentes linguagens e modos de representação. Para uma maior compreensão desse universo múltiplo de identidades homoafetivas e suas representações recomenda-se a leitura de Trevisan (2002), Peret (2009), Fischer (2008), Figari (2007), entre outros. Desse modo, este espaço servirá para o debate e expressão de investigações que rompem silêncios e quebram tabus à medida que trazem esse código político para a visibilidade de identidades silenciadas e estigmatizadas na história no contexto brasileiro e mundial.

5. LITERATURA, CINEMA E MÍDIAS DIGITAIS: narrativas em diálogo

Profª Me. Elijames Moraes dos Santos (IFMA/UFPA)

RESUMO: Este simpósio apresenta-se como um espaço para reflexão e discussão das (inter)relações entre a literatura, o cinema, a TV (minisséries, novelas), mídias digitais, etc. O estudo comparativo entre esses meios de culturas, entre ele a de mídia, e a literatura tem fundado uma dinâmica que envolve o leitor, estimula a leitura e proporciona uma maneira diferenciada de interagir com o próprio texto artístico. Constitui-se, então, um ponto de diálogo desenvolvido entre esses sistemas semióticos (de linguagens), por meio do qual a obra literária é (re)visitada. Diálogos esses que se estabelecem, muitas vezes, numa perspectiva intertextual, intersemiótica, ou mesmo por comparação, suscitando traços e temas relacionados à natureza da obra artística. Isso ocorre quando uma narrativa literária é transposta para a narrativa fílmica; na relação das letras de uma música aos versos de determinado poema; na tradução de um romance para os quadrinhos; na adaptação de um texto literário para a TV, ou mesmo pelo contato do leitor com a obra literária através de outra forma de mídia propagada pelo espaço da internet. Assim, destaca Paz (1971, p.10-11), “tradução e criação são operações gêmeas. De um lado, ... a tradução é indistinguível muitas vezes da criação: de outro, há um incessante refluxo entre as duas, uma contínua e mútua fecundação”. Diante dessas possibilidades, este espaço se abre para a apreciação dessas experiências de leituras, as quais envolvem as relações com a obra literária sob outras visões estéticas. Afinal, a complexidade do texto literário exige, muitas vezes, que esses diálogos com outras mídias ocorram e que sejam vivenciados também no ensino da literatura. Nesse sentido, compará-las, confrontá-las, sem dúvida, abrem novas dimensões de sentido, ampliando o campo de análise, interpretação e compreensão da realidade. A partir dessas reflexões, este simpósio está aberto às pesquisas que envolvam as sutis relações entre a literatura, o cinema e outras mídias digitais, dando, assim, mais visibilidade às possibilidades de estudo nesse campo.

6. HUMANIDADES VIRTUAIS: Sociabilidades, Educação e Usos das TIC's nas Pesquisas Sociais

Profª. Drª. Maria José dos Santos
Prof. Dr. Wheriston Silva Neris

RESUMO: A noção de Humanidades Virtuais designa hoje um campo de pesquisa interdisciplinar que levanta questões instigantes a respeito de como o contexto digital e tecnológico tem produzido efeitos sobre as interações sociais, sobre os contextos de aprendizagem e sobre a própria natureza das pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Assim, sem interessar-se propriamente pela questão das fronteiras disciplinares, a escolha por um rótulo recente, de natureza tão fluida e relativamente abrangente quanto Humanidades Virtuais (Alves, 2016), representa aqui o interesse dos proponentes para reunir pesquisadores de campos tradicionais das Ciências Humanas (Literatura, Educação, História, Artes, Sociologia, Antropologia, entre outros) para debater de maneira reflexiva sobre os efeitos da expansão do uso de ferramentas tecnológicas sobre as nossas relações com a Cultura e a Sociedade, bem como sobre os desafios epistemológicos sobre a própria produção do savoir-faire científico. Por essa razão, o presente GT acolherá trabalhos e pesquisas debatendo os seguintes temas: a) As práticas culturais e simbólicas que se estabelecem pelo uso e interação com as Tecnologias de Informação e Comunicação; b) Os desafios de projetos de digitalização e disponibilização de fontes online, bem como de criação de canais informativos; c) Experiências, propostas e limites quanto ao emprego de tecnologias digitais em contextos educacionais; d) As implicações técnicas e epistemológicas derivadas do uso de recursos computacionais e softwares sobre a análise de textos e linguagens, fontes manuscritas, imagens e edições eletrônicas; e) Os usos políticos e simbólicos, as disputas narrativas e os efeitos imprevistos decorrentes do recurso às plataformas mais eletrônicas e midiatizadas de comunicação sobre os modos de atuação no espaço público de agentes individuais e coletivos organizados na atualidade.

7. HISTÓRIA E LITERATURA

Profª. Drª. Régia Agostinho da Silva (UFMA)

RESUMO: O simpósio pretende reunir pesquisas que versem sobre a relação entre História e Literatura, tanto pensando a literatura como objeto ou fonte da História, como tomando a História como parte necessária da interpretação literária. A relação entre essas duas disciplinas é de longa data e já consolidada no país e internacionalmente, reunindo autores consagrados como Roger Chartier, Robert Darton e Walter Benjamin, do ponto de vista de uma discussão mais conceitual e por outro lado, em uma perspectiva mais empírica, temos vários historiadores e críticos literários das mais variadas correntes teóricas, como por exemplo: Nicolau Sevcenko. Nossa premissa, como já afirmamos, é reunir e trocar olhares entre essas diversas pesquisas no intuito de aprofundar o debate em torno da relação entre Clio e Caliópe.

8. "TEATRO: TECNOLOGIAS, NUANCES, DRAMATURGIAS E PERFORMANCES NA ARTE EFÊMERA"

Prof. Dr. Francisco Alves (UFRR)

RESUMO: O teatro é uma arte que não depende dos avanços tecnológicos, entretanto, temos observado que ao longo do tempo, inúmeras formas de tecnologias têm se imiscuído na prática teatral; desde a concepção da dramaturgia, atravessando os elementos que compõem a totalidade do signo cênico, tais como: cenografia, figuro, sonoplastia entre outros. Neste sentido, este simpósio acolherá trabalhos que pensem a prática teatral, e isso inclui a dramaturgia, sob a ótica dos variados elementos tecnológicos presentes na contemporaneidade. É válido destacar que o presente simpósio intenta colocar em discussão qual o lugar do teatro, das teatralidades, das dramaturgias e das performances num mundo imerso por formas tecnológicas de toda sorte. Acolheremos também trabalhos que tratam dos processos de produção de dramaturgias em ambiente virtual e de novos dramaturgos que inscrevem suas produções como fenômeno intimamente ligado às realidades tecnológicas. Por fim, é interesse do simpósio trabalhos que tenham como foco a dramaturgia brasileira e internacional e suas inúmeras possibilidades de interpretação.

9. LITERATURA, EDUCAÇÃO E ENSINO

Profa. Ma. Michelle Mittelstedt Devides (IFMG)

RESUMO: A partir da concepção de Antonio Candido, em sua obra Literatura e Sociedade, de que a literatura é um sistema vivo de obras agindo umas sobre as outras e sobre os leitores; e só vive na medida em que estes a vivem, decifrando-a, aceitando-a, deformando-a – o objetivo deste simpósio é reunir textos que abordem temas como Literatura, Educação e Ensino, a fim de articular a partir desta triangulação discussões pertinentes ao ensino da literatura e as contribuições da tecnologia, o letramento literário, a formação do sujeito leitor e a educação intercultural pelo viés da literatura. As discussões neste simpósio têm a intenção de dialogar, crítica e construtivamente, com a Educação e o Ensino pensados de modo inter e/ou transdisciplinar.

10. FICÇÃO CIENTÍFICA E NARRATIVAS FANTÁSTICAS NO BRASIL E NO MUNDO

Profa. Dra. Naiara Sales Araújo (UFMA)

RESUMO: O presente simpósio tem como objetivo promover debates sobre a relação Literatura e Outras artes levando em consideração as narrativas de Ficção Científica e Fantásticas, de forma a compreender a reflexão crítico-social existente nas diversas representações artísticas como resultado e registro das transformações sociais geradas pelo desenvolvimento tecno-científico. Os avanços tecnológicos têm sido responsáveis por um número significativo de mudanças em nossos hábitos e costumes. A forma como vemos ou como acompanhamos o que acontece em nosso meio tem causado gradativas alterações em nosso modo de pensar e, consequentemente, em nosso comportamento. Muitas foram as conquistas humanas que revelaram ao mundo o poder que o homem tem de transformar para melhor ou pior o meio em que vive. A ciência, ao longo do tempo, tem travado verdadeiras batalhas com a mentalidade popular. Contudo, a cada dia, ganha mais espaço, e mostra-se indispensável ao mundo moderno. O século XIX, por exemplo, registrou acirrados confrontos entre a ciência e a moral social. O desejo de o homem alcançar glória e reconhecimento, a partir de um feito de altura divina, o leva à condição de louco e blasfemador, uma vez que tal homem se tem mostrado capaz de tudo para chegar a essa realização. A literatura especulativa e fantástica, por sua vez, não pôde deixar de registrar esses fatos, postou-se como verdadeira espiã do processo de institucionalização da ciência e acompanhou, passo a passo, as muitas etapas vencidas pelo saber científico até chegar à situação presente. A escolha por explorar os gêneros de ficção científica e narrativas fantásticas deve-se ao fato de estarem intimamente ligados aos avanços tecnológicos e as mudanças sociais, culturais e psicológicas geradas a partir de tais avanços. O medo, o terror e as incertezas que assolam o imaginário humano, nos tempos modernos e pós- modernos, têm impulsionado o surgimento de inúmeras obras artísticas, - na literatura, no cinema, na música, na pintura, no vídeo game, etc - retratam os anseios do um homem cada vez mais enigmático e multifacetado. Neste projeto, abriremos espaço para discussões no âmbito das representações artísticas maranhenses, mostrando como a literatura vem dialogando com outras artes ao longo do tempo, no Maranhão e como este diálogo tem proporcionado reflexões relacionadas às transformações sociais advindas dos avanços tecnológicos. Dessa forma, o Simpósio Literatura e outras Artes: Ficção Científica e narrativas fantásticas no Brasil e no mundo justifica-se pela necessidade de ampliação das discussões em torno do papel da literatura como importante forma de representação social e sua relação com outras artes tanto em âmbito nacional como internacional. Assim, através de discussões, análises e debates, possibilitaremos o surgimento de novas produções, enriquecendo os estudos já existentes e fomentando novas reflexões.

11. RACISMO, TECNOLOGIA, LITERATURA E OUTRAS ARTES: DIÁLOGOS POSSÍVEIS

Profª Me. Linda Maria de Jesus (UnB-UEMA)
Profa. Ma. Claudia Letícia Gonçalves Moraes (UnB-UFMA)

RESUMO: Na dinâmica da filosofia de Michel Foucault a linguagem se constitui como um dispositivo de poder, haja vista ela concentra em seu interior o domínio da expressão do sujeito. E mesmo quando já dita, intencionada, balbuciada, ou seja, mesmo quando ‘descosida’, ela ainda é uma linguagem. De igual modo, alegamos que os discursos, as imagens e as práticas tecnológicas constituem-se, quase sempre, como um dispositivo linguístico de poder; à vista que eles possibilitam condições de construir narrativas que concorrem para acentuar e hierarquizar opressões de gênero, raça e etnia - estes que geralmente constituem grupos que protagonizam lugares de maior vulnerabilidade social. Assim, tornou-se lugar comum – nos espaços midiáticos, na literatura e em outras artes - assistir ou ouvir discursos hegemônicos que concorrem para produzir e hierarquizar opressões. Alega-se, assim, que as manifestações de racismo, sexismo e outros tipos de discriminação – comum nos espaços tecnológicos - perpassam desde comentários de teor racista/sexista até a elaboração mais sofisticada de páginas, sites e perfis que disseminam discursos de ódio. Isso porque, são manifestações que encontram sempre novas formas de expressão por meio das tecnologias e mídias digitais, se propagando de modo violento no ciberespaço. Neste caso, se expressa, então, que não é tarefa difícil identificar anunciados tecnológicos (ou não) imbricados por uma lógica racista, que concorrem para reiterar o padrão branco, como sendo a única representação universal válida a constituir um valor positivo; fato esse que nos impõe destacar que estes enunciados agregam em si dispositivos de poder que ajudam na manutenção e na hierarquização de uma cultura de branquitude, que se mantêm, por vezes, nos livros, nas teorias, na literatura, nas telas e, principalmente, nos comerciais, nas telenovelas e nas bancadas dos grandes jornais. De acordo com Silva Almeida na obra Racismo estrutural (2019), este sistema de opressões segrega e violenta o sujeito de maneira sistemática. Assim, consoante ao que propõe o autor, sentimos a necessidade de expressar a referida proposição: os livros, as teorias de viés eurocêntrico e as cadeias produtivas da plataformização digital, a saber, mídias sociais, aplicativos e inteligência artificial tecnológica - quase sempre com seus discursos, imagens e práticas - reforçam uma lógica racista; tendo em vista que produzem discursos que se orienta a partir de um único critério de valor, confluindo assim para silenciar a narrativa do Outro. Diante do que aqui se expõe o simpósio Diálogos entre racismo, tecnologia, literatura e outras artes tem como objetivo acolher trabalhos que contemplem a reflexão sobre as relações estabelecidas entre racismo, sexismo e mecanismos discursivos (sejam eles tecnológicos digitais, artísticos ou literários), de maneira a verificar como esses mecanismos concorrem para segregar e silenciar representações que reforçam estereótipos e desigualdade sociais. Pois, entende-se que abrir espaços para investigar práticas racistas, nessas inter-relações, é repensar a representação de grupos socialmente vulneráveis, a partir de várias perspectivas intertextuais; tendo em vista que a tecnologia, as artes e a literatura mostram-se como vetores de significação e ressignificação, em que podem ser suscitadas questões sobre colonização, religiosidade, identidade, diáspora, memória, identidade, garantias fundamentais, gênero, racismo e ancestralidade de sujeitos que - diante das condições políticas e sociais que lhes foram impostas - não tiveram condições de construir suas próprias narrativas. Desse modo, é com esse objetivo que se promove esse simpósio, cujo norte é também propor a construção de ‘contranarrativas’ que versem sobre o direito à igualdade, à liberdade e ao respeito às diferenças.

12. REFLEXÕES SOBRE A IMPORTÂNCIA DA CULTURA SURDA NO AMBIENTE ESCOLAR

Profª. Dra. Áurea O. A Nascimento (UEMA)

RESUMO: O presente simpósio pretende discutir as reflexões sobre a importância da Cultura Surda no Ambiente Escolar. Desde a implantação da Lei de Libras 10.436/2002, desde então houve um avanço significativo para a Comunidade Surda. Entretanto é observado uma constante luta contra a particularidade da Língua. O Surdo ganhou mais espaço no ambiente escolar, entretanto a interação do ouvinte com a comunidade Surda ainda é deficitária devido a falta do conhecimento do que realmente venha a ser a Comunidade e a Cultura Surda no âmbito escolar. O objetivo do simpósio é originar uma reciprocidade de experiências entre, docentes, discentes e pesquisadores, para contribuir com um melhor desenvolvimento da Comunidade Surda no ambiente escolar. Serão aceitos quaisquer trabalhos voltados para área de Libras.

13. ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Profa. Dra. Mariana Aparecida de Oliveira Ribeiro (UFMA)

RESUMO: Este simpósio visa reunir apresentações de comunicações que problematizem o ensino de Língua Portuguesa. Nesse sentido, interessam os trabalhos que tenham como foco os seguintes temas: a) as práticas de leitura, escrita, oralidade e análise linguística; b) o trabalho com o livro didático; c) metodologias de ensino de língua portuguesa etc. A partir desses eixos, que desdobram o objetivo do simpósio, pretendemos discutir como tem sido realizado o ensino da língua portuguesa e, consequentemente as concepções teóricas e/ou metodológicas que se têm firmado na escola a partir da formação do professor.

14. ANÁLISE DO DISCURSO

Prof. Dr. José Antônio Vieira (UEMA)

RESUMO: O simpósio em Análise do Discurso é um espaço de apresentação de trabalhos que problematizem os processos de construção de textos e discursos. Isso compreendendo que primeiro é o resultado de uma ação ou prática social, enquanto o segundo é o produto da atividade discursiva que toma como a produção discursiva e os efeitos de sentido da construção sobre a qual o analista pode buscar, em sua superfície, as marcas que guiam a investigação científica. A ideia é criar espaço para os trabalhos que compreendem toda produção discursiva como uma construção social, refletindo sobre uma visão de mundo vinculada aos pesquisadores filiados às diferentes abordagens dos estudos discursivos que problematizam os sujeitos e a sociedade em que vivem a partir do contexto histórico-social e de suas condições de produção.

15. SOCIOLINGUÍSTICA

Prof. Me. Wendel Santos (UFMA)

RESUMO: Ao longo de pouco mais de quarenta anos, a sociolinguística se consolidou na linguística brasileira, encontrando, por aqui, um campo fértil para a realização de diversas pesquisas (Mendes & Oushiro, 2016). Ao longo desse tempo, vários foram os projetos realizados com o objetivo de estabelecer os padrões de usos variáveis de formas linguísticas (fonológicas, morfológicas/sintáticas e discursivas – estas últimas em forte correlação com as pesquisas funcionalistas). Um outro aspecto importante da aplicação do conhecimento sociolinguístico ao longo desses anos é o do processo ensino-aprendizagem dos alunos da educação básica, no que concerne ao reconhecimento da variação como um fenômeno inerente à mudança linguística. No presente simpósio convidam-se pesquisadores que se interessam pelo uso da metodologia sociolinguística, quais sejam as da chamada primeira onda, que busca estabelecer padrões gerais de usos de variantes de variáveis linguísticas, com base em macrocategorias, como sexo/gênero, idade e classe social (Weinreich; Labov; Herzog, 2006[1968]; da segunda onda, que também se interessa por padrões gerais de usos, mas considerando categorias mais localmente definidas, no sentido de Eckert (1989; 1995); e da terceira onda dos estudos sociolinguísticos, que se ocupam em acessar os significados sociais de variantes linguísticas com base no indivíduo ou em ouvintes de uma determinada comunidade de fala. Ressalte-se que essa organização dos estudos sociolinguísticos em ‘ondas’ é um debate recente na área, e trata-se de uma divisão programática proposta por Eckert (2012). Também são convidados a apresentar trabalhos no simpósio pesquisadores que utilizam o método sociolinguístico aplicado ao ensino de Língua Portuguesa, considerando-o uma forte ferramenta para a descrição dos falares levados ao contexto escolar pelos alunos. Desse modo, espera-se que haja um amplo debate sobre a diversificada aplicação da metodologia dos estudos variacionistas nos muitos contextos comunicativos nos quais os falantes estão inseridos.

16. TEXTO E ENSINO

Prof. Dr. Paulo da Silva Lima (UFMA)
Profa. Drª Tânia Maria Moreira (UFSM)

RESUMO: O ensino de língua portuguesa, no Brasil, vem ao longo de sua história sofrendo algumas modificações em relação às perspectivas teóricas que o sustentam. Mais atualmente, desde a década de 1980, publicações como a organizada por Geraldi (1984), tendo como base a concepção sociointeracionista da linguagem, vêm alardeando que o texto seja tomado como objeto de ensino, não só para a leitura e a escrita/oralidade, mas também para o ensino de gramática (análise linguística). Mas, nesses mais de trinta anos, em muitas escolas brasileiras, principalmente nas públicas, ainda é comum o texto ser usado apenas como pretexto para o ensino de nomenclaturas e de regras gramaticais, que em quase nada auxiliam o aluno na reflexão sobre esses mecanismos linguísticos e sua importância para a leitura e a produção textual. Além disso, em muitos casos, a falta de dialogismo (no sentido bakhtiniano) nas atividades que envolvem a escrita/oralidade na escola tem tornado a produção textual algo insignificante. Isso se deve porque, geralmente, o texto que o aluno produz só tem serventia para o professor corrigir os problemas superficiais (como pontuação e ortografia) e lançar uma nota ou conceito, sem que isso proporcione um momento de interação verbal. No entanto, conforme Geraldi (2007), é preciso que o ambiente escolar se torne um local onde as práticas de linguagem se desenvolvam verdadeiramente, sendo o texto, com isso, o produto dessas produções discursivas. Deve-se mencionar também que durante muitos anos o nosso ensino de língua materna esteve pautado numa classificação geral dos textos, ou seja, na concepção das tipologias que, muitas vezes, não refletem a classificação de determinados gêneros, devido a sua pluralidade tipológica. Com isso, nosso tratamento ao texto em sala de aula esteve bastante voltado para as tipologias textuais clássicas: narração, descrição e argumentação. No entanto, a partir dos anos de 1990 documentos oficiais que regem nosso ensino, como Os parâmetros Curriculares Nacionais, passaram a preconizar que, na sala de aula, o texto deve ser trabalhado numa perspectiva discursivo-enunciativa. Nesse sentido, as orientações pautadas nas tipologias e no ensino monológico passam a dar lugar aos gêneros textuais/discursivos e à dialogia na sala de aula. O ensino de linguagem, com base nos gêneros, necessita de uma verdadeira mudança teórica e prática por parte da escola e dos professores. E isso se deve porque trabalhar numa perspectiva dialógica exige mais tempo para o professor preparar suas aulas, requer que o ambiente escolar disponha de mais recursos e, também, exige dos alunos uma mudança de perspectiva em relação à leitura e à produção textual. E é justamente em meio a discussões de mudança e outras possibilidades para o trabalho com gêneros textuais em sala de aula que se enquadra esse simpósio.

17. ANÁLISES LINGUÍSTICAS: do som ao texto

Prof. Dr. Luís Henrique Serra (UFMA)
Profa. Dra. Georgiana Márcia de Oliveira Santos (UFMA)

RESUMO: A análise da Língua e de seus componentes é o que está na base da ciência conhecida como Linguística. Entender o funcionamento de um sistema complexo e aberto como o é a língua, sujeito a inúmeras modificações a partir de inúmeros fatores internos e externos, é uma das principais tarefas de todos os linguistas. Não se pode deixar de pensar, nesse sentido, em como essas inúmeras análises, dos variados níveis da língua, também dialogam amplamente entre si, colaborando e enriquecendo o conhecimento sobre o sistema linguístico como um todo, além de como a Linguística torna-se uma grande área de conhecimentos a partir desses diálogos. Considerando essa possível interação e as diferentes pesquisas produzidas hoje no Brasil e fora do país, este simpósio recebe propostas de pesquisas na área da análise linguística de variados níveis linguísticos a fim de proporcionar um diálogo entre as diferentes áreas da Linguística e de outras áreas afim e a colaboração entre as diferentes reflexões sobre a língua. Dessa forma, o simpósio recebe propostas de apresentação de trabalhos de investi

18. ESTUDOS DE SINTAXE

Profª Me. Ana Claudia Menezes Araujo (UEMA/UFMG)

RESUMO: Este simpósio temático se propõe a congregar pesquisas inseridas no domínio da Sintaxe e suas interfaces sob diferentes perspectivas teóricas, centradas principalmente na Gramática Gerativa e na Gramática de Uso. Nesse sentido, trata-se de um espaço de diálogo entre pesquisadores com trabalhos concluídos ou em andamento no cerne de: i) estudos formais subsidiados pelo quadro teórico da Gramática Gerativa, contemplando a descrição e análise dos fenômenos sintáticos das línguas naturais, bem como questões de interfaces com outros níveis gramaticais; ii) considerando a correlação forma e função, estudos funcionalistas de fenômenos linguísticos no âmbito sintático manifestados em diferentes contextos de uso do português e demais línguas naturais, identificados em gêneros falados ou escritos.

19. DIVERSIDADE E LINGUAGEM

Profa. Dra. Franciele Monique Scopetc dos Santos (UFMA)

RESUMO: A Diversidade como ação, efeito ou produto das diferenças, da pluralidade e das múltiplas formas de percebermos e dizermos que o mundo é o eixo articulador deste simpósio temático. Diversidade Cultural, Étnica-racial, sexual, cultural conformam a linguagem e a língua em dimensões sociais, econômicas, históricas, e, inclusive, morfológicas. A epistemologia feminista confronta o lugar da linguagem na subjetividade e nas diferenças. O androcentrismo teórico, caracterizado pelo colonialismo e, sobretudo, pela branquitude são elementos que cabem à linguagem pensar, repensar e recriar. As narrativas de si, os feminismos os Estudos culturais, dentre outros, são os eixos de interdisciplinaridade com campo da língua e da linguagem que serão debatidos neste simpósio. A linguística Queer, o Multiculturalismo, as relações étnico-raciais e as negritudes, os estudos de gênero, do mesmo modo a linguagem como campo amplo de interrelações, aproximações e diásporas com as diversidades e os direitos humanos.

20. ENSINO DE LEITURA: práticas de escolarização e experiência

Profª. Me. Valnecy Oliveira Correa Santos (UFMA)
Profª. Me. Raimunda Ramos Marinho (UFMA)

RESUMO: O Simpósio Ensino de leitura: práticas de escolarização e experiência tem como objetivo reunir trabalhos de pesquisa que visem a discutir o ensino de leitura na Educação Básica. Espera, pois, por meio de discussões que incorporem teoria e prática, possibilitar um ambiente aberto à reflexão e ao diálogo sobre as práticas de escolarização e a atuação do professor, nas atividades de ensino e aprendizagem de leitura. A base teórica que fundamenta este simpósio encontra-se na proposta de leitura como experiência desenvolvida por Jorge Larrosa, bem como na leitura como gesto de escritura proposta por Michel Pêcheux. O simpósio está, assim, aberto para compartilhar resultados de trabalhos e fomentar novas pesquisas e práticas para o ensino e aprendizagem de leitura.

21. ESTRATÉGIAS, EXPERIÊNCIAS E NOVAS TECNOLOGIAS NA PROMOÇÃO DA DIVERSIDADE LINGUÍSTICA

Profa. Dra. Flávia Berto

RESUMO: O Grupo de Trabalho da Diversidade Linguística do Brasil (GTDL, 2007) identificou que no país são faladas cerca de 200 línguas. Entre elas estariam línguas autóctones, faladas pelos povos indígenas, línguas alóctones, faladas por comunidades de descendentes de imigrantes, línguas de sinais de comunidades surdas, línguas crioulas e línguas e práticas linguísticas afro-brasileiras. No Brasil, o glotocídio (redução de línguas) ocorreu principalmente por meio do deslocamento linguístico, ou seja, a substituição pela língua portuguesa e pela desvalorização e desconhecimento sobre a diversidade linguística do país. Ainda assim as comunidades falantes de línguas minoritárias têm resistido e a diversidade linguística tem sido mantida. Esse simpósio pretende, portanto, promover um debate sobre estratégias, experiências e o impacto das novas tecnologias sobre a diversidade linguística, principalmente como instrumentos para a valorização, divulgação, revitalização e fortalecimento dessas línguas.

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Profª Drª Mônica Cruz Fontinelle